Olá, minha amiga, vamos combinar uma coisa aqui entre nós, mulheres 50+?
Encontrar um amor internacional nesta altura do campeonato é quase um intercâmbio emocional: você aprende uma nova língua, um novo temperamento, novos temperos… e às vezes até um novo jeito de respirar fundo.
Mas também tem o outro lado… aquele que ninguém conta.
Aquele que só aparece depois da frase “Hey doll, you are amazing” (traduzindo: – Oi boneca, você é demais) , hahaha boneca me dá até arrepios, quando o homem … seja americano, europeu ou de Marte, começa a mostrar que nasceu em outra década.
E em uma década onde as mulheres eram cuidadoras, cozinheiras, arrumadeiras, conselheiras e … tudo no mesmo pacote, sem benefícios
E é aí que mora o ponto de virada.
Porque enquanto nós estamos aqui, 50, 55, 60 anos, lindas, vividas, modernas, donas de nós mesmas…
Eles aparecem com aquela expectativa antiga, tipo:
– “Você pode só dar uma olhadinha nisso pra mim?”
– “Pega para mim a minha meia?”
– “Você faz isso melhor do que eu…”
– “O que temos para jantar…?”
E quando você percebe…
Já virou Alexa emocional.
Ele pede, você faz.
Virou serviço, só que sem salário e sem férias.
Claro que nem todos são assim.
Tem homem incrível no mundo.
Tem homem gentil, parceiro, moderno.
A questão é: preste atenção.
Principalmente se você está embarcando num relacionamento internacional depois dos 50.
Porque culturalmente, muitos homens ainda vêm com a expectativa da mãe deles…
Não da companheira moderna que você é.
E eles não fazem isso por mal.
Alguns nem percebem.
Eles só trazem o “manual” que aprenderam na infância:
Mulher cuida, homem descansa.
Mas adivinha?
Não estamos mais em 1974 ( aliás era outro Século)
E você não é uma funcionária emocional contratada sem saber.
Então vamos lá:
Sim, vá viver seu amor internacional ou nacional.
Sim, se jogue, descubra o mundo, ria dos erros na outra língua, das diferenças e dos rituais de café da manhã.
Sim, abra seu coração, com charme, com maturidade, com esperança.
Mas também:
Observe.
Escute.
Perceba os sinais.
Porque relacionamento bom é troca.
É cuidado que vai e volta.
É parcerial, não comodidade.
É presença, não trabalho.
E se um dia você sentir que o amor está virando mais “serviço” do que “relacionamento”…
Meu bem, não é amor.
É escala.
E você não nasceu pra ser escala de ninguém.
Você nasceu pra ser escolha.
Marcia Sanae💗
Desencalhada 50+
(“Porque desencalhar depois dos 50 é só o começo do caos… e das histórias boas!”)